21 abril 2012

ESPM-Sul debate o papel da mulher na gestão e liderança

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Escrito por Marcelo Farina (3º semestre)   

O Papel da Mulher na Gestão e Liderança em Diferentes Ambientes no Século XXI foi o tema do evento promovido pelo Curso de Administração, na noite de quinta-feira, 29 de março. A iniciativa contou com especialistas das mais diversas áreas da sociedade para discutirem a situação atual da mulher. O objetivo foi possibilitar uma reflexão composta pelas diferentes visões de mundo.

As participantes do debate foram: a Secretária-Adjunta de Ciência, Inovação e Desenvolvimento do Estado, Ghissia Hauser;  a Presidente da ONG Vida Urgente, Diza Gonzaga;  a Sócia-Diretora da empresa Bergali Sorvetes , Luíza Vieira Juliano  e a coordenadora do Movimento Viva Gasômetro, Jaqueline Sanchotene. A mediação foi da professora da ESPM-Sul, Ana Fleck.

Cada uma começou fazendo uma apresentação pessoal e contextualizando os desafios que enfrentam as mulheres no dia a dia. “O terceiro setor é um mundo quase que feminino. Fui para lá sem um planejamento estratégico. O mundo do trânsito, ao contrário, é masculino. Geralmente fico no meio de quatro ou mais homens nas reuniões”, avaliou Diza Gonzaga.

A rotina de Ghissia, no meio político, também possibilita mais contato com homens do que com mulheres. Ela percebeu uma mudança de tratamento recebida pelas mulheres com o andar das gerações. “A forma como a mulher era vista no mercado já foi diferente. Apesar disso, as profissões mais remuneradas ainda são ocupadas pelos homens”, ressaltou. Jaqueline também sente a ausência de força feminina nas pontas mais importantes do meio social. “Sinto falta de mais mulheres na política. Isso é fundamental para uma população. Precisamos de determinação e certo equilíbrio para enfrentar novas lutas”, refletiu.

Palestrantes debateram a presença da mulher no mercado de trabalho
Palestrantes debateram a presença da mulher no mercado de trabalho/ Foto: Marcelo Farina


Luíza acredita que a presença feminina deveria ser maior no mercado de trabalho. “No empreendedorismo, principalmente no setor de fábricas, ainda são poucas as mulheres. Ainda falta muito a acontecer. O fato de termos uma presidente mulher pode nos ajudar”, explicou. Em seguida, Diza Gonzaga retratou um pouco de suas experiências acumuladas com o trabalho na fundação. “Dificilmente encontram uma mulher num carro em acidentes graves. Mas nós é que somos chamadas de barbeiras”, protestou.

Quando questionadas pelo público sobre que tipos de comportamentos as mulheres devem adotar para que prevaleça a igualdade com os homens, as participantes responderam da seguinte maneira. “Para nos impormos, assumimos um papel que é masculino. Uma postura mais autoritária. Acho que temos que fazer isso sim”, ponderou Ghissia. Diza discordou e percebeu uma situação mais próxima dos dois gêneros. “Vejo pela relação das minhas filhas com os maridos que existe uma igualdade. No meu tempo as mulheres esperavam o homem tirar para dançar nas festas. Hoje em dia, elas mesmo tomam a iniciativa”, comparou.

A próxima pergunta lida por Ana Fleck dizia respeito ao espírito competitivo das mulheres entre si. “As mulheres são mais concorrentes. Somos muito mais tolerantes com os homens do que com nós mesmas”, admitiu Ghissia. Luíza e Diza têm uma visão distinta. “Me sinto feliz quando qualquer mulher me elogia e pergunta como consegui o dinheiro com o governo federal para levantar minha empresa. Elas estão se ajudando mais no empreendedorismo”, salientou a empresária.  “Acho que as mulheres estão mais solidárias com elas mesmas. Os homens estão competitivos entre eles”, ressaltou Diza. Na sequência foi levantado outro questionamento pelos presentes: “Existem diferenças de competências entre homens e mulheres?”. Luíza Juliano respondeu do seguinte modo. “A mulher se esforça mais em tudo. Fazem mais cursos que os homens. Isso qualifica a mão-de-obra. Acredito em uma complementariedade”, destacou.

A última questão debatida foi sobre a relação das mulheres com a liderança no dia a dia de seu trabalho. Jaqueline Sanchotene fez uma contestação. “Devemos esperar cumplicidade em relação às mulheres que tomam a liderança. Elas acabam muito masculinizadas, até na vestimenta”, concluiu. No encerramento do evento, a professora Ana Fleck sugeriu que cada uma das debatedoras pronunciasse uma palavra que representasse o sucesso. Cada uma simbolizou isso de forma diferente. Ghissia: realização. Jaqueline: felicidade. Diza: preservar. Luíza: trabalho.

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