29 março 2026

Matéria Jornal Sul 21

Sul21 - 15 anos - Meio Ambiente - 17 de março de 2026 Felipe Prestes felipeprestes@sul21.com.br Em meio a promessa de ‘corredor verde’ próximo ao Gasômetro, região sofre com mau cheiro de estação do Dmae Tanto o projeto urbanístico quanto o odor completam mais de uma década sem resolução
A promessa de um “corredor verde” próximo à Usina do Gasômetro ganhou força novamente, após assinatura de um protocolo de intenções, em agosto do ano passado, entre a Prefeitura de Porto Alegre, a Associação Comunitária do Centro Histórico e a incorporadora ABF Developments, que tem dois empreendimentos sendo construídos na região. Projetos semelhantes estão previstos desde a revisão do Plano Diretor, em 2009, quando foi incluída a construção de “corredor parque”, ligando a orla com as praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita, e um “largo cultural” na rua General Salustiano. Enquanto o projeto não sai do papel, outro problema da região também completa vários anos sem ser totalmente resolvido. O mau cheiro exalado pela Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Ponta da Cadeia afeta moradores de ruas como Washington Luiz, Duque de Caxias e Demétrio Ribeiro desde 2014, quando foi feita uma reforma na estação, parte do Programa Integrado Socioambiental (Pisa). À época, Zero Hora noticiou que as mudanças no saneamento fizeram com que o esgoto passasse mais tempo retido no local, até ser escoado para a Zona Sul, o que ocasionava o mau cheiro. O Dmae alegou que um produto químico estava em falta, mas que o problema logo seria resolvido. Moradores do entorno contam que, de fato, o mau cheiro arrefeceu, mas nunca passou completamente, e que, em determinadas épocas, fica mais intenso, como no verão. Assim como ocorreu em 2014, a vizinhança está organizando um novo abaixo-assinado cobrando uma atitude a respeito do mau cheiro. “Algum tempo atrás esse odor era constante e incomodava muito o pessoal da região. Houve uma movimentação dos vizinhos do Centro e o Dmae resolveu. Mas, de uns tempos para cá, [o mau cheiro] está constante, o incômodo é generalizado entre os moradores”, relata Cassiano Carvalho. Morador da Duque de Caxias e síndico de um prédio na Demétrio Ribeiro, ele conta que em ambos há reclamações sobre o odor e, por isso, está organizando um documento com assinaturas dos moradores do entorno. “Às vezes, é mais forte e sinto o cheiro de casa, e, às vezes, só passando na frente [da estação]”, conta Marília Bravo, que vive na região há sete anos. “Nos momentos em que está mais forte é como se estivesse dentro do esgoto”, lamenta. Projeto prevê café ao lado de estação de bombeamento
Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial por escritório de arquitetura projeta o ‘hortocafé’ ao lado de estação do Dmae Crédito: Urbideias/Smamus/PMPA Em agosto do ano passado, a Prefeitura assinou um protocolo com a Associação Comunitária do Centro Histórico e a incorporadora ABF Developments, que está construindo dois prédios na Washington Luiz bem próximos à EBE Ponta da Cadeia, o Demétrio Premium Lofts View e o Caiz Downtown Sunset. A Prefeitura anunciou que a parceria previa a implementação de um “boulevard” com 1.400 metros de extensão, ligando o Largo dos Açorianos até a esquina das ruas General Salustiano e dos Andradas, “transformando o eixo viário da rua Washington Luís em um corredor urbano ativo, como um parque linear, com calçadas mais largas, nivelamento da rua em trechos estratégicos, instalação de mobiliário e iluminação, calçamento permeável, paisagismo e espaços de arte”. A ABF ficou responsável por contratar e doar o projeto, e por executar o projeto do Trecho 1 – que vai da esquina das ruas General Salustiano e dos Andradas e segue até rua General Vasco Alves – por meio de instrumento vinculado à outorga onerosa do direito de construir. No último dia 5, foi feita audiência pública online em que o escritório Urbideias, de Curitiba, contratado pela ABF, apresentou o projeto. O arquiteto André Crestani apresentou um diagnóstico da região, mostrando as calçadas estreitas, com obstáculos, e a aridez da paisagem em determinados pontos. O projeto prevê a retirada de vagas de automóveis para alargar as calçadas para, pelo menos, 1,5 metro. Cogita-se aumentar o número de vagas em estacionamentos já existentes na região, transformando-os em edifícios garagem de até três andares. O projeto também define a implantação de 183 novas árvores, a ampliação de 10 mil m² de canteiros e implantação de 1200 m² de jardins de chuva. Segundo o arquiteto, isto aumentaria em 1063% a área permeável da região. O trecho de boulevard, de fato, ocorreria apenas nas imediações da Escola de Administração da UFRGS, com a construção de um grande canteiro central. Ao lado da EBE Ponta da Cadeia, o escritório de arquitetura previu a construção de um “hortocafé”. Para os moradores do entorno, o empreendimento seria inviável sem uma intervenção que terminasse com o mau cheiro do local. “Eu acho inviável, sem melhorar aquilo ali, não tem condição de alguém estar ali sentado ali comendo, conversando, curtindo um momento ali, sentindo aquele fedor. Não tem a menor condição”, avalia Marília Bravo. Para Cassiano Carvalho, o projeto como um todo precisará contar com a colaboração do Dmae. “Se vier a se tornar realidade esse boulevard, o Dmae vai ter que se condicionar a uma outra situação, porque eles não vão ter como se manter com esse odor e essa característica de funcionamento deles”, afirma. Na audiência pública, o escritório Urbideias não apresentou a questão do mau cheiro em seu diagnóstico da região, tampouco soluções para o problema. Procurados pela reportagem, Dmae, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) e ABF Developments não se manifestaram. Prefeitura deve à população projetos semelhantes há 17 anos Na revisão do Plano Diretor, em 2009, dois projetos muito semelhantes aos agora propostos pela Prefeitura e ABF Developments foram aprovados. O Corredor Parque Gasômetro prevê a ligação das praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita com a orla, com o entrincheiramento da avenida João Goulart. O Largo Cultural do Gasômetro, por sua vez, visa criar um palco a céu aberto na rua General Salustiano, onde existem espaços culturais consagrados da capital, como o Boteco do Paulista. “Prevê que na rua General Salustiano, em duas quadras, a gente aumentasse as calçadas, enterrasse os fios, e fossem restauradas fachadas”, conta Jacqueline Sanchotene, coordenadora do Movimento Viva Gasômetro, entidade que, por intermédio do então vereador Engenheiro Comassetto (PT), conseguiu a aprovação das emendas. Em 2014, uma lei complementar instituiu o Corredor Parque do Gasômetro previso pelo Plano Diretor. Ainda assim, o projeto não avançou. Apesar dos 17 anos de espera, Sanchotene diz ter expectativas com o “corredor verde”. “A gente tem esperança, se não, não estaria lutando. Que bom que a ABF quer fazer coisas aqui”, afirma. Ela ressalta que, de alguma forma, o parque já está vivo. “É o nosso gravame do parque que está evitando que sejam retirados vegetais ou que sejam construídos estacionamentos”, exemplifica. Após a audiência pública, ficou aberto um período para contribuições da população ao projeto. Jacqueline Sanchotene enviou sugestões no sentido de valorizar a história da região, contemplando no projeto, por exemplo, a antiga usina de gás, fundada em 1874, que fica na rua Washington Luiz e é tombada pelo patrimônio estadual. “É a verdadeira usina do gasômetro, pois a que chamamos de gasômetro era a carvão”, conta. “Quando a ABF se interessa pela região, temos que aproveitar esse canhão que eles têm aqui – porque parece que eles têm muito dinheiro – apontando questões como a parte histórica. Grande parte dos prédios históricos da cidade está no Centro. Não tem como repetir isso em outro local. Acho que a gente consegue fazer uma boa parceria, se despir de vaidade, e negociar o que for melhor para a comunidade”, completa. A coordenadora do Movimento Viva Gasômetro concorda que a questão do mau cheiro é um problema que precisa ser resolvido para o bom funcionamento do “corredor verde”, e conta já ter debatido o tema com a Prefeitura, ainda na gestão de José Fortunati. “A gente bateu muito nisso e se dizia que era uma questão de filtros. Acredito que não seja difícil de resolver, mas a questão existe sim. Tem dias que o cheiro na minha casa está insuportável”, relata Sanchotene, que mora a cerca de duas quadras da estação de bombeamento.

18 março 2026

SMAMUS - Respeitoso Retorno Sugestões ao "Corredor Verde das ruas Washington Luiz e General Salustiano"

 Prezadas, prezados,


Hoje no início da tarde recebemos respeitosa mensagem da SMAMUS encaminhada pelo Eng. Guilherme Miranda de Souza que  é Coordenador da Comissão Técnica de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo - CTAAPS / DEL / SMAMUS e Chefe da Unidade de Gestão do Desenvolvimento Urbano – UGDU / DPU / SMAMUS Secretaria Municipal do Meio Ambiente Urbanismo e Sustentabilidade  Prefeitura de Porto Alegre.

Fizemos questão de publicizar o respeitoso retorno.


"Nome: Jacqueline Sanchotene 

Profissão: - 
Observação: Encaminhado por e-mail

Manifestação/questionamento:

Prezada Sra. Jacqueline Sanchotene,

Agradecemos a contribuição encaminhada pelo Movimento Viva Gasômetro no âmbito da Audiência Pública SMAMUS nº 003/2026, referente ao processo nº 26.0.000006288-9, que trata da proposta do Corredor Verde das ruas Washington Luiz e General Salustiano.

Registramos nosso reconhecimento ao trabalho histórico desenvolvido pelo movimento em prol da qualificação do centro da cidade e, em especial, da região do Gasômetro. As sugestões apresentadas são muito relevantes e dialogam com os objetivos do projeto em desenvolvimento.

Informamos que os pontos trazidos em sua manifestação encontram-se contemplados na proposta em elaboração. A valorização do patrimônio histórico da região constitui um dos eixos estruturantes do projeto. Nesse sentido, está sendo realizado um diagnóstico abrangente que busca reconhecer a história do local e orientar ações que contribuam para sua preservação e valorização.

Com relação à vegetação existente, esclarecemos que será preservada toda aquela que estiver adequada às condições do local. Apenas exemplares classificados como espécies exóticas invasoras poderão ser removidos, sendo substituídos por vegetação nativa, conforme avaliação técnica da Coordenação de Arborização Urbana da SMAMUS e em consonância com o Plano Municipal de Arborização.

No que se refere ao tratamento paisagístico da Praça Júlio Mesquita, está prevista uma atenção especial a esse espaço, considerando sua relevância histórica e urbana para a região e para a cidade. O projeto paisagístico específico da praça será analisado e aprovado em etapa subsequente, junto à equipe técnica responsável pelos projetos de praças da SMAMUS, que emitiu as diretrizes necessárias para o detalhamento e desenvolvimento do projeto.

Quanto à questão da fiação aérea, informamos que estão sendo realizados estudos técnicos junto a CEEE Equatorial e operadoras de rede lógica para viabilizar, sempre que possível, o enterramento das redes. Nos casos em que essa solução não se mostrar viável, serão buscadas alternativas que qualifiquem o aspecto paisagístico da via e permitam a adequada arborização, garantindo o cumprimento do objetivo principal da proposta, que é a criação de um corredor verde.

Reiteramos nosso agradecimento pelas contribuições apresentadas e pela disposição em colaborar com o aprimoramento das intervenções previstas para a região.

 

Qualquer dúvida estou à disposição.

 

Atenciosamente,

 

Eng. Guilherme Miranda de Souza

Coordenador da Comissão Técnica de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo - CTAAPS / DEL / SMAMUS

Chefe da Unidade de Gestão do Desenvolvimento Urbano – UGDU / DPU / SMAMUS
Secretaria Municipal do Meio Ambiente Urbanismo e Sustentabilidade (SMAMUS)

Prefeitura de Porto Alegre

 

 | +55 51 3289-7438"

16 março 2026

Na ativa!

 Pessoal!

Embora silenciosos continuamos nossa luta por uma cidade com mais cultura e mais verde. No último dia 5 de março participamos, de forma online, da Audiência Pública do "Corredor Verde da Washington Luiz". Em nossa fala na Audiência Pública salientamos a importância do Patrimônio Histórico para a região, sugerimos que sejam colocados elementos históricos que remetam a História da Usina, que hoje conhecemos como sendo a Usina do Gasômetro, e também elementos históricos que remetem ao antigo Cadeião, que ficava localizado ao lado da Usina e que foi demolido. Ainda sobre nossa participação na Audiência Pública enviamos por email as sugestões* ao Secretário da SMAMUS Germano Bremm, que informou ter recebido. A seguir a esta mensagem reproduzimos nossas sugestões.

Anteriormente, o dia 28 de janeiro, participamos da Audiência Pública sobre o projeto da Operação Urbana Consorciada da  "Nova Ipiranga"**, na parte da tarde de forma presencial.

Temos sido procurados por diversos órgãos de imprensa em função dos projetos acima mencionados e também da Revisão do Plano Diretor hora em curso. Temos atendido a todos com a devida atenção.

Por enquanto é isso!

Abraços em todas e todos!

Coordenação Movimento Viva Gasômetro


*Obs.:


Porto Alegre, 5 de março de 2026

 

Secretaria Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade/SMAMUS

Sr. Germano Bremm

Secretario

 

Prezado Senhor,

 

Nosso Movimento, o Viva Gasômetro*, luta por melhorias em toda cidade, com especialmente atenção ao centro e com mais vigor no Gasômetro desde dezembro de 2006, como poderá ser conferido no blog informado no final desta mensagem.

A seguir enviamos nossas sugestões quanto a Audiência Pública SMAMUS 003/2026 Processo 26.0.000006288-9 que tratará do “Corredor Verde” da Rua Washington  Luiz/General Salustiano que será debatido -de forma virtual- na tarde de hoje.

-Ressaltar o aspecto histórico -pois foi nessa região que nasceu nossa cidade- através de ações tais como:

.Reativação do Bonde Histórico** Sugestão de trajeto feito a partir de estudo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre,

.Colocação de elementos históricos que remetam  ao passado da Praça Júlio Mesquita, ou seja, que nossa praça já fez parte da Usina do Gasômetro e da antiga cadeia’

.Colocação de elementos ou elemento histórico junto a “Usina de Gás Carbonado”(tombada pelo Conselho Estadual) a verdadeira Usina do Gasômetro, localizada ao lado da Escola Porto Alegre/EPA e frente a Câmara Municipal,

.Enterramento dos fios e cabos de eletricidade, telefonia e demais,

-Paisagismo

.Não supressão de vegetais,

.Recolocação de grama na Praça Júlio Mesquita tendo como base o projeto executado e inaugurado em 29 de dezembro de 2026;

-Construções

.Não construção de qualquer nova edificação sobre a Praça Júlio Mesquita;

Vemos com simpatia melhorias no Gasômetro, especialmente o “Corredor Verde” da Rua Washington  Luiz/General Salustiano, pois vemos nele a realização de um antigo pleito de nosso movimento o "Largo Cultural do Gasômetro"*** está Plano Diretor no Artigo 154.

Nós do Viva Gasômetro acreditamos que executar esta conquista melhorará em muito o nosso entorno. 

Queremos lembrar ainda que o projeto do “Corredor Verde das Ruas Washington Luiz e General Salustiano se confunde também com o "Corredor Parque Gasômetro" que está Plano Diretor no Artigo 154 XXI****questão judicializada e que segue no anexo  4.

Essas são nossas sugestões, estamos a postos para conversar  e -dentro de nossas modestas possibilidades- auxiliar no que for preciso. 

Atenciosamente 

Jacqueline Sanchotene 

Coordenadora 

*Obs.:

http://vivagasometro.blogspot.com

**Obs.:

Bonde Histórico com trajeto tendo saída do antigo Abrigo de Bondes, ao lado do Largo Glênio Peres, seguindo pela rua Sete de Setembro com retorno ao ponto de partida pela avenida Duque de Caxias e rua Vigário José Inácio. Entre as três opções de veículos para a operação, a escolha foi pela restauração de dois bondes originais, de propriedade da prefeitura, com modernização do sistema de alimentação dos veículos utilizando motores a bateria, de baixo consumo de energia e menor custo que o sistema tradicional, que utiliza cabo aéreo. Os dois bondes para a operação do roteiro são o 123, que está na Carris, e o 113, abrigado no Museu João José Felizardo. 

Estudo de viabilidade indica melhor opção para Bonde Histórico 14/12/2012 16:48:41 Apresentado em audiência pública nesta sexta-feira, 14, na Câmara de Vereadores, pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), o estudo de viabilidade para implantação do Bonde Histórico em Porto Alegre indicou, entre as opções avaliadas, um percurso de 3,8 quilômetros para a linha turística, com paradas ao longo do percurso e seis viagens diárias por veículo, de terças a domingos. Trajeto - Realizado pelo consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria Ltda e a Água & Solo Estudos e Projetos, vencedor da licitação feita pela SMTUR no valor de R$ 308.693,00, o estudo de viabilidade técnica e socioeconômica analisou dois trajetos para a linha do bonde. Um deles foi o apresentado no próprio edital de licitação como proposta preliminar, que tinha como eixos principais as ruas Sete de Setembro e Andradas, num total de 3,2 quilômetros. O percurso que tem como eixos a rua Sete de Setembro e a avenida Duque de Caxias, escolhido como o mais indicado, não só contempla os atrativos do primeiro como amplia o número de locais de interesse turístico, além de produzir menor intervenção da recém-revitalizada Praça da Alfândega. De 20 atrativos do Centro Histórico, o roteiro que inclui a região da Praça da Matriz contempla 19, enquanto o outro roteiro passaria por 12 deles. O roteiro também resgata um aspecto da cidade antiga, que é a divisão da parte alta e baixa de seu núcleo original. O trajeto apontado pelo estudo foi indicado como preferido por turistas e moradores da Capital em pesquisa realizada pelo consócio responsável pelo estudo. Realizada entre 28 de outubro e 2 de dezembro por meio de entrevistas no Centro Histórico, Brique da Redenção, Parcão, passageiros do Linha Turismo e frequentadores da Feira do Livro, a pesquisa constatou que o trajeto que inclui a Duque de Caxias com seus atrativos culturais, históricos, arquitetônicos e turísticos foi o preferido por 73% dos entrevistados. A opção pelos bondes originais modernizados teve aprovação de mais de 96% das pessoas ouvidas na pesquisa. O roteiro e a escolha dos veículos foram também aprovados por todas as áreas técnicas da prefeitura que acompanham o projeto do Bonde Histórico. Previamente consultados, IPHAN, IPHAE e Projeto Monumenta também indicaram o projeto. Modais - O estudo de viabilidade, iniciado em julho deste ano, ainda avaliou o impacto ambiental do projeto, as possíveis alterações de trânsito bem como a integração da linha do Bonde Histórico com as demais iniciativas de revitalização do Centro Histórico e com os outros modais turísticos existentes, como o city tour Linha Turismo, que tem pontos de parada no Centro Histórico, e os passeios de barco no Guaíba que parte do Cais Mauá e Cais da Usina do Gasômetro. O consórcio buscou referências em cidades como Santos (SP), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ) e Lisboa (Portugal), que contam com linhas de bonde de uso exclusivamente turístico ou combinado como transporte urbano. Para Porto Alegre, a proposta é de transporte unicamente turístico para o Bonde Histórico. A tarifa sugerida pelo estudo de viabilidade para os passeios de bonde é de R$ 20 para uma ocupação de 33% dos 32 assentos mais os espaços reservados para cadeirantes e pessoas obesas. O grupo de trabalho que acompanhou o projeto é integrado pelas secretarias.

***Obs:

"Largo Cultural do Gasômetro" está no Plano Diretor no Artigo 154 que diz o seguinte: XIII – 12 (doze) meses, contados da data de vigência desta Lei Complementar, para a instituição do Largo Cultural, nos termos dos §§ 1º e 2º deste artigo, mediante lei específica; Esta lei complementar não foi criada,

****Obs.:

1º) "Corredor Parque Gasômetro" está no Plano Diretor no Artigo 154 XXI (disposições transitórias)

Breve Histórico da criação do "Corredor Parque Gasômetro". Em 2007 iniciaram as tratativas para a reformulação do Plano Diretor, tratativas as quais o Viva Gasômetro participou ativamente. Tivemos nesta ocasião a parceria inestimável do Vereador Carlos Comasseto, vereador que nos apontou o caminho do gravame para dois pleitos do nosso movimento, para o Parque do Gasômetro(baseado em um estudo da Região de Planejamento 1 da Secretaria Municipal de Planejamento) e  para o Largo Cultural do Gasômetro (sugestão baseada em pleito dos moradores do local) .  

Em novembro de 2009 os vereadores de Porto Alegre votam a reformulação do Plano Diretor de Porto Alegre aprovam por unanimidade a emenda proposta pelo Ver. Comassetto em nome do Viva Gasômetro que cria um parque no Gasômetro; 

Em 22/07/2010 o Prefeito Municipal José Fortunati sanciona a emenda que cria o "Corredor Parque Gasômetro"; 

A questão “Corredor Parque Gasômetro” foi judicializada em fevereiro de 2013 quando do corte e retirada de diversas árvores da Praça Júlio Mesquita para a duplicação da Avenida João Goulart, ação que não levava em conta a nossa conquista na reformulação do Plano Diretor. De lá, até cerca de 4 anos atrás, foram inúmeros encontros no Ministério Público e no judiciário. No Ministério Público a Promotora Ana Maria Marchesan foi o nome mais ativo. No judiciário, os últimos encontros foram com a Juíza Zanella no fórum da Tristeza e posteriormente com a juíza Márcia Papaléo no Forum da Borges de Medeiros (com perimetral). Nessas duas últimas ocasiões foi sacramentado o acordo do formato do “Corredor Parque Gasômetro”

Fazem parte da área conquistada para o “Corredor Parque Gasômetro” as Praças Júlio Mesquita e Brigadeiro Sampaio. Na praça Júlio Mesquita está localizada a antiga Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado, frente a Câmara Municipal, (fundada em 1874, foi a primeira usina a fornecer gás para iluminação pública e abastecimento de fogões) hoje está em ruínas foi tombada pelo IPHAE, ela poderá ter uso cultural tal como Museu de Etnias, ou Museu de Antropologia do RS e outros. Na área do Parque também se encontra também a estrutura do Aeromóvel que poderá ser convertida em um parque aéreo "tipo" High Line, o jardim suspenso de Nova York http://www.viajenaviagem.com/2012/06/high-line-nova-york.

Ainda quanto a efetiva criação do “Corredor Parque Gasômetro” temos a Praça Brigadeiro Sampaio que é um sítio histórico e conta em sua área com importante Museu da cidade o Museu do Trabalho, esta praça hoje necessita urgente reurbanização. 

Em 30/04/2014 É aprovado por unanimidade na Câmara Municipal área (especificada) para o "Corredor Parque do Gasômetro".Em 2/05/2014 O Prefeito Municipal José Fortunati sanciona a emenda que determina área conquistada do "Corredor Parque do Gasômetro"; O "Corredor Parque Gasômetro" já está no Plano Diretor da Cidade, nossa luta agora é para que ele seja efetivamente criado. Na prática a execução do "Corredor Parque Gasômetro" já iniciou, pois o projeto "Orla" reformulou a Praça Júlio Mesquita. Quando iniciamos a luta pelo nosso Parque pensávamos em um aterramento da via, frente a Usina na Av. João Goulart, e também em seu em entorno, criando assim uma interlocução da Orla com o centro formando uma grande esplanada, ide.   ia esta não esquecida por nós. 

**Obs.:







10 janeiro 2026

Super Sábado da Rádio Gaúcha: por que a Orla do Gasômetro ainda não foi recuperada?

Passados mais de um ano e meio desde as enchentes, a recuperação da orla de Porto Alegre segue inacabada. Diversos trechos continuam sem obras efetivas, abandonados e deteriorados, evidenciando a lentidão das respostas e a falta de prioridade para um espaço fundamental da cidade.

A orla de Porto Alegre, especialmente a Orla do Gasômetro, vive hoje uma situação de caos após as enchentes, com danos à infraestrutura, ao meio ambiente e à vida de quem frequenta e trabalha no local. Mais do que um espaço de lazer, a orla representa identidade, história e conexão da cidade com o Guaíba ,agora profundamente afetadas.

Mesmo diante da urgência, a reconstrução segue marcada pela demora e pelo descaso do poder público, agravando os prejuízos e prolongando o sofrimento da população. Diante desse cenário, o Viva Gasômetro se soma às forças de mobilização na luta pela recuperação da orla, defendendo uma reconstrução responsável, participativa e preparada para enfrentar os impactos da crise climática. Recuperar a Orla do Gasômetro não é apenas reconstruir o que foi perdido, mas garantir um futuro mais seguro, justo e resiliente para Porto Alegre.


06 janeiro 2026

2026!


3d feliz ano novo 2026 selo textura dourada

Um ano dourado para todos é o que desejamos! Com muita luz, saúde e paz!

Em tempo, repercutindo na mídia os 19 anos de luta do Viva Gasômetro, comemorado no último dia 16 de dezembro 2025. O Viva Gasômetro foi tema do mais importante colunista social do sul do país, Paulo Raymundo Gasparotto.

Jacqueline Sanchotene recebeu em sua casa, com visual da Usina do Gasômetro e da  orla   do  Guaíba, para assinalar os 19 anos do Viva Gasômetro, que conta com sua efetiva atuação. Mercedes Bode e Décio Azevedo, entre outros, passaram por lá. Outra comemoração  foi para   o  ex-vereador  Reginaldo Pujol, recentemente homenageado com o Título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, proposição da vereadora Comandante Nádia, com aprovação unânime dos demais. Vale relembrar: Pujol foi eleito para 10 mandatos.

https://www.paulogasparotto.com.br/noticias/interna/tic-tac-597



16 dezembro 2025

Porque não é todo o dia que se faz 19 anos!!!

 



Dezenove anos é uma idade que marca o fim da adolescência  e o início  da juventude,       um período  de grandes descobertas e transição para a vida adulta, podendo    ser  associado   a  marcos   culturais  como  músicas  e filmes, além  de  ser  um   momento  de  celebração, com bodas  de   casamento   específicas   (Bodas de Cretone ou Água Marinha)   e  celebrações de aniversário, representando uma fase de independência,   conquistas  e formação de identidade.
Sim, em "tempos modernos"recorremos a IA
E  porque   hoje é dia de festa  teremos comemoração no final da  tarde  na   Casa da Jac,    na   Rua  General Salustiano no Gasômetro
Venham!
E sim, continuamos o  mesmo  pequeno    grupo,  aguerridos,  apesar  da   aparente   calmaria  continuamos lutando  -aguerridamente-  por melhorias  em Porto Alegre,   especialmente   no   Centro   e   é  claro  no Gasômetro.




02 setembro 2025

Ainda sobre Plano Diretor



Na nossa participação na Audiência Pública que tratava de Reformulação do Plano Diretor, no último dia 9 de agosto, informamos que enviaríamos as sugestões do Movimento Viva Gasômetro para os técnicos da Prefeitura, assim o fizemos. Na manhã do dia 28 de agosto estivemos em reunião virtual com a Sra. Patrícia da Silva Tschoepke que lidera a Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento, além de enviarmos por meio eletrônico as 7 sugestões do nosso movimento, conversamos por 1 hora a respeito das 7 sugestões que são elas: