21 julho 2026
Tribuna Popular ocupada pelo Viva Gasômetro na CMPA repercute na Imprensa
Site do consagrado jornalista Paulo Gasparotto
Jacqueline Sanchotene, moradora e entusiasta pela melhora e preservação do Gasômetro, com duas décadas de atividade, ocupou a Tribuna Popular da Câmara de Porto Alegre na última semana. Vale lembrar que esta foi a 25ª vez. Como coordenadora do Viva Gasômetro, Jacqueline Sanchotene defendeu as principais conquistas do movimento no Plano Diretor de 2010, o Largo e o Parque do Gasômetro e que o recém anunciado projeto do "Corredor Verde", nas Ruas Washington Luiz e General Salustiano, deve se ancorar nessas realizações. Sanchotene ressaltou a necessidade de a nova proposta honrar e dar continuidade ao planejamento urbano já consolidado por lei, incorporando também as demais reivindicações da comunidade para o Centro Histórico: a reativação do bonde histórico, o enterramento da fiação subterrânea, o paisagismo de excelência sem supressão de árvores e a proibição de novas construções na Praça Júlio Mesquita. As Ruas General Salustiano e Washington Luiz completam a orla do Guaíba e sua recuperação dará especial realce à região.
https://www.paulogasparotto.com.br/noticias/interna/tic-tac-656
13 julho 2026
Largo Cultural Corredor Parque Gasômetro Corredor Verde
Viva Gasômetro defende reativação de bonde histórico
Coordenadora do Movimento também solicitou a implantação de um corredor verde
(Foto: Mariana Tavares/CMPA- Uso público, resguardado o crédito obrigatório)
Na Tribuna Popular* da sessão ordináriadesta segunda-feira (13/07), a coordenadora do Movimento Viva Gasômetro, Jacqueline Sanchotene, falou em nome da entidade sobre a construção de um corredor verde entre as ruas Washington Luiz e General Salustiano. A coordenadora solicitou apoio dos parlamentares na principal sugestão do Viva Gasômetro ao projeto: a reativação do bonde histórico.
Jacqueline Sanchotene também sugeriu que a implantação do corredor verde incluísse o enterramento dos fios e cabos de eletricidade e telefonia. A justificativa é pautada no valor histórico da região para a Capital.
"Nós, do Viva Gasômetro, acreditamos que, ao executar o corredor verde nas ruas Washington Luiz e General Salustiano, teremos uma grande melhora do nosso entorno, desde que sejam contemplados os pleitos publicizados", afirmou Jacqueline.
Texto
https://www.camarapoa.rs.gov.br/noticias/viva-gasometro-defende-reativacao-de-bonde-historico
Obs.: Integra do Discurso proferido na Câmara Municipal
Fala Tribuna Popular
Porto Alegre, 13 de julho de 2026
Boa a tarde a Sua Excelência Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Moises Barboza, as Vereadoras, Vereadores e público presente. Agradecemos a Mesa diretora desta casa por mais uma vez a cedência do espaço “Tribuna Popular”. Esta é a 23 Tribuna que ocupamos, que somados aos 2 PCs Temáticos perfazer 25 vezes que ocupamos esta Tribuna. A primeira vez que ocupamos esta tribuna era o ano de 2007, a presidência desta casa era exercida por Sua Excelência Vereadora Maria Celeste. Em todos os espaços ocupados o Viva Gasômetro*, sugeriu, lutou e luta por melhorias para toda a cidade, especialmente no centro e com mais vigor para o Gasômetro desde dezembro de 2006.
Queremos lembrar as nossas mais importante conquistas nesta casa: o "Corredor Parque Gasômetro" e o "Largo Cultural do Gasômetro", conquistas obtidas por unanimidade nesta casa. O "Corredor Parque Gasômetro" e o "Largo Cultural do Gasômetro", estão no Plano Diretor. O "Largo Cultural do Gasômetro" está no Artigo 154 que diz o seguinte: XIII – 12 (doze) meses, contados da data de vigência desta Lei Complementar, para a instituição do Largo Cultural, nos termos dos §§ 1º e 2º deste artigo, mediante lei específica; Esta lei complementar não foi criada.
Surge agora o projeto do “Corredor Verde” das Ruas Washington Luiz e General Salustiano que se confunde com os nossos "Corredor Parque Gasômetro" e o “Largo Cultural do Gasômetro”.
Vemos com simpatia o projeto do “Corredor Verde” da Rua Washington Luiz e General Salustiano, pois vemos nele a realização de parte de nossas conquistas do RPDDUA sancionadas por Sua Excelência Prefeito José Fortunati em 2010 as conquistas do “Corredor Parque Gasômetro” e do "Largo Cultural do Gasômetro”.
Participamos da Audiência Pública SMAMUS 003/2026 que tratou do “Corredor Verde” da Rua Washington Luiz/General Salustiano, onde nossas sugestões foram bem recebidas. Sugerimos que o projeto ressalte o aspecto histórico -pois foi nessa região que nasceu nossa cidade- através de ações tais como: Colocação de elementos/objetos históricos que remetam ao passado da Praça Júlio Mesquita, ou seja, que mostre que nossa praça já fez parte da Usina do Gasômetro e do antigo cadeião. Que preveja também a colocação de elementos históricos junto a “Usina de Gás Carbonado” , a verdadeira Usina do Gasômetro localizada frente a esta casa (bem tombado pelo Conselho Estadual).
Viemos hoje a esta casa para solicitar a parceria, o apoio da Câmara Municipal de Porto Alegre a que consideramos a nossa principal sugestão ao “Corredor Verde das Ruas Washington Luiz e General Salustiano” a reativação do Bonde Histórico**. A sugestão de trajeto feito a partir de estudo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre da Secretaria Municipal de Turismo apresentado em audiência pública, nesta casa, em 14/12/2012. Este é o nosso principal pleito aos integrantes desta casa, e é aqui Sua Excelência Presidente Moises Barboza que suplicamos a parceria desta casa, pois acreditamos que assim esse pleito ganhará força e o “Bonde Histórico” voltará a circular tal como em cidades como Lisboa.
Sugerimos também que o “Corredor Verde das Ruas Washington Luiz e General Salustiano” preveja: o enterramento dos fios e cabos de eletricidade, telefonia e demais; a não supressão de vegetais; a Não construção de qualquer nova edificação sobre a Praça Júlio Mesquita e um paisagismo de excelência.
Nós do Viva Gasômetro acreditamos que ao executar o “Corredor Verde das Ruas Washington Luiz e General Salustiano “melhorará em muito o nosso entorno, desde que sejam contemplados os pleitos acima publicizados.
Nesta casa procuraremos, além desta ação de hoje, procuraremos a parceria da CECE e da COSMAM. Procuraremos também a Secretaria Municipal de Cultura e a SMAMUS, para que se some aos nossos esforços além do Ministério Público.
Essas são nossas sugestões, estamos a postos para conversar e -dentro de nossas modestas possibilidades- auxiliar no que for preciso.
Atenciosamente
Jacqueline Sanchotene
Coordenadora
*Obs.:
http://vivagasometro.blogspot.com
**Obs.:
Bonde Histórico com trajeto tendo saída do antigo Abrigo de Bondes, ao lado do Largo Glênio Peres, seguindo pela rua Sete de Setembro com retorno ao ponto de partida pela avenida Duque de Caxias e rua Vigário José Inácio. Entre as três opções de veículos para a operação, a escolha foi pela restauração de dois bondes originais, de propriedade da prefeitura, com modernização do sistema de alimentação dos veículos utilizando motores a bateria, de baixo consumo de energia e menor custo que o sistema tradicional, que utiliza cabo aéreo. Os dois bondes para a operação do roteiro são o 123, que está na Carris, e o 113, abrigado no Museu João José Felizardo.
Estudo de viabilidade indica melhor opção para Bonde Histórico 14/12/2012 16:48:41 Apresentado em audiência pública nesta sexta-feira, 14, na Câmara de Vereadores, pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), o estudo de viabilidade para implantação do Bonde Histórico em Porto Alegre indicou, entre as opções avaliadas, um percurso de 3,8 quilômetros para a linha turística, com paradas ao longo do percurso e seis viagens diárias por veículo, de terças a domingos. Trajeto - Realizado pelo consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria Ltda e a Água & Solo Estudos e Projetos, vencedor da licitação feita pela SMTUR no valor de R$ 308.693,00, o estudo de viabilidade técnica e socioeconômica analisou dois trajetos para a linha do bonde. Um deles foi o apresentado no próprio edital de licitação
como proposta preliminar, que tinha como eixos principais as ruas Sete de Setembro e Andradas, num total de 3,2 quilômetros. O percurso que tem como eixos a rua Sete de Setembro e a avenida Duque de Caxias, escolhido como o mais indicado, não só contempla os atrativos do primeiro como amplia o número de locais de interesse turístico, além de produzir menor intervenção da recém-revitalizada Praça da Alfândega. De 20 atrativos do Centro Histórico, o roteiro que inclui a região da Praça da Matriz contempla
19, enquanto o outro roteiro passaria por 12 deles. O roteiro também resgata um aspecto da cidade antiga, que é a divisão da parte alta e baixa de seu núcleo original. O trajeto apontado pelo estudo foi indicado como preferido por turistas e moradores da Capital em pesquisa realizada pelo consócio responsável pelo estudo. Realizada entre 28 de outubro e 2 de dezembro por meio de entrevistas no Centro Histórico, Brique da Redenção, Parcão, passageiros do Linha Turismo e frequentadores da Feira do Livro, a pesquisa constatou que o trajeto que inclui a Duque de Caxias com seus atrativos culturais, históricos, arquitetônicos e turísticos foi o preferido por 73% dos entrevistados. A opção pelos bondes originais modernizados teve aprovação de mais de 96% das pessoas ouvidas na pesquisa. O roteiro e a escolha dos veículos foram também aprovados por todas as áreas técnicas da prefeitura que acompanham o projeto do Bonde Histórico. Previamente consultados, IPHAN, IPHAE e Projeto Monumenta também indicaram o projeto. Modais - O estudo de viabilidade, iniciado em julho deste ano, ainda avaliou o impacto ambiental do projeto, as possíveis alterações de trânsito bem como a integração da linha do Bonde Histórico com as demais iniciativas de revitalização do Centro Histórico e com os outros modais turísticos existentes, como o city tour Linha Turismo, que tem pontos de parada no Centro Histórico, e os passeios de barco no Guaíba que parte do
Cais Mauá e Cais da Usina do Gasômetro. O consórcio buscou referências em cidades como Santos (SP), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ) e Lisboa (Portugal), que contam com linhas de bonde de uso exclusivamente turístico ou combinado como transporte urbano. Para Porto Alegre, a proposta é de
transporte unicamente turístico para o Bonde Histórico. A tarifa sugerida pelo estudo de viabilidade para os passeios de bonde é de R$ 20 para uma ocupação de 33% dos 32 assentos mais os espaços reservados para cadeirantes e pessoas obesas.
O grupo de trabalho que acompanhou o projeto é integrado pelas secretarias.
***Obs:
"Largo Cultural do Gasômetro" está no Plano Diretor no Artigo 154 que diz o seguinte: XIII – 12 (doze) meses, contados da data de vigência desta Lei Complementar, para a instituição do Largo Cultural, nos termos dos §§ 1º e 2º deste artigo, mediante lei específica; Esta lei complementar não foi criada,
****Obs.:
1º) "Corredor Parque Gasômetro" está no Plano Diretor no Artigo 154 XXI (disposições transitórias)
Breve Histórico da criação do "Corredor Parque Gasômetro". Em 2007 iniciaram as tratativas para a reformulação do Plano Diretor, tratativas as quais o Viva Gasômetro participou ativamente. Tivemos nesta ocasião a parceria inestimável do Vereador Carlos Comasseto, vereador que nos apontou o caminho do gravame para dois pleitos do nosso movimento, para o Parque do Gasômetro(baseado em um estudo da Região de Planejamento 1 da Secretaria Municipal de Planejamento) e para o Largo Cultural do Gasômetro (sugestão baseada em pleito dos moradores do local) .
Em novembro de 2009 os vereadores de Porto Alegre votam a reformulação do Plano Diretor de Porto Alegre aprovam por unanimidade a emenda proposta pelo Ver. Comassetto em nome do Viva Gasômetro que cria um parque no Gasômetro;
Em 22/07/2010 o Prefeito Municipal José Fortunati sanciona a emenda que cria o "Corredor Parque Gasômetro";
A questão “Corredor Parque Gasômetro” foi judicializada em fevereiro de 2013 quando do corte e retirada de diversas árvores da Praça Júlio Mesquita para a duplicação da Avenida João Goulart, ação que não levava em conta a nossa conquista na reformulação do Plano Diretor. De lá, até cerca de 4 anos atrás, foram inúmeros encontros no Ministério Público e no judiciário. No
Ministério Público a Promotora Ana Maria Marchesan foi o nome mais ativo. No judiciário, os últimos encontros foram com a Juíza Zanella no fórum da Tristeza e posteriormente com a juíza Márcia Papaléo no Forum da Borges de Medeiros (com perimetral). Nessas duas últimas ocasiões foi sacramentado o acordo do formato do “Corredor Parque Gasômetro”
Fazem parte da área conquistada para o “Corredor Parque Gasômetro” as Praças Júlio Mesquita e Brigadeiro Sampaio. Na praça Júlio Mesquita está localizada a antiga Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado, frente a Câmara Municipal, (fundada em 1874, foi a primeira usina a fornecer gás para iluminação pública e abastecimento de fogões) hoje está em ruínas foi tombada pelo IPHAE, ela poderá ter uso cultural tal como Museu de Etnias, ou Museu de Antropologia do RS e outros. Na área do Parque também se encontra também a estrutura do Aeromóvel que poderá ser convertida em um parque aéreo "tipo" High Line, o jardim suspenso de Nova York http://www.viajenaviagem.com/2012/06/high-line-nova-york.
Ainda quanto a efetiva criação do “Corredor Parque Gasômetro” temos a Praça Brigadeiro Sampaio que é um sítio histórico e conta em sua área com importante Museu da cidade o Museu do Trabalho, esta praça hoje necessita urgente reurbanização.
Em 30/04/2014 É aprovado por unanimidade na Câmara Municipal área (especificada) para o "Corredor Parque do Gasômetro". Em 2/05/2014 O Prefeito Municipal José Fortunati sanciona a emenda que determina área conquistada do "Corredor Parque do Gasômetro"; O "Corredor Parque Gasômetro" já está no Plano Diretor da Cidade, nossa luta agora é para que ele seja efetivamente criado. Na prática a execução do "Corredor Parque Gasômetro" já iniciou, pois o projeto "Orla" reformulou a Praça Júlio Mesquita. Quando iniciamos a luta pelo nosso Parque pensávamos em um
aterramento da via, frente a Usina na Av. João Goulart, e também em seu em entorno, criando assim uma interlocução da Orla com o centro formando uma grande esplanada, ide. ia esta não esquecida por nós.
FIM
03 junho 2026
Perdemos um amigo
Na noite de domingo soubemos da partida precoce do amigo Jimmy Azevedo, jornalista por profissão e músico. "Copiando" a ex presidenta Dilma Roussef no velório de nossa amiga e participante Lícia Peres reproduzimos uma fala dela nessa ocasião: "O problema que quando se perde um amigo é que ficamos mais sós".
E porque a luta continua -também pelos que ja se foram como o Jimmy, a Lícia e a Dora- informamos que no dia 29 de junho, as 14h, estaremos mais uma vez ocupando o espaço "Tribuna Popular"proporcionado pela Câmara Municipal de Porto Alegre. Será a vigésima quarta vez, onde mais uma vez trataremos de questões do Centro especialmente do Gasômetro.
Tomamos a liberdade e a seguir a esta mensagem reproduzimos o belo texto produzido pelo também amigo e jornalista Felipe Vieira sobre o Jimmy.
A família, especialmente para a Mãe do Jimmy, D. Elisa, para os irmãos e amigos nossos sinceros sentimentos.
😢
Porto Alegre: Perdemos Jimmy, um repórter rock and roll
Por Felipe Vieira
Há jornalistas que passam pelas redações. Outros deixam marcas. Jimmy Azevedo estava entre os que deixam marcas.
Conheci o Jimmy ainda muito jovem, na Rádio Bandeirantes. Mais tarde, voltamos a trabalhar juntos na Rádio Guaíba. Ao longo dos anos, acompanhei de perto uma característica rara: a capacidade de transformar qualquer conversa em algo mais interessante. Bastava apresentar uma pauta, uma informação ou uma ideia e, em poucos segundos, ele devolvia uma observação inteligente, uma frase inesperada, um olhar diferente sobre o mesmo fato.
Jimmy era repórter por vocação. Tinha curiosidade, inquietação e personalidade. Não se limitava a reproduzir versões prontas. Gostava de questionar, provocar reflexão e enxergar ângulos que muitas vezes escapavam aos demais. Era um profissional de atitude, daqueles que fazem a diferença em uma cobertura não apenas pelo que apuram, mas pela forma como pensam.
Sua visão de mundo era clara. Homem de esquerda, mantinha posições firmes sobre direitos humanos, questões indígenas, demarcações de terras e temas sociais. Discordar dele era possível. Ignorá-lo, impossível. Jimmy pensava, argumentava e sustentava suas convicções com independência intelectual e profundo senso crítico.
Mas seria injusto lembrar apenas do jornalista.
Jimmy era música.
Seu nome já carregava uma pista. A referência a Jimi Hendrix nunca foi um detalhe. A guitarra fazia parte da sua identidade. Tocou em bandas, subiu a palcos, participou de projetos musicais e manteve até o fim uma relação visceral com o rock and roll. Gostava de muitos estilos, transitava por diferentes sonoridades, tinha gosto musical amplo e sofisticado. Ainda assim, era no rock clássico que sua alma parecia encontrar morada.
Quem conviveu com ele sabe que falar de Jimmy era falar também de discos, guitarras, shows, riffs e bandas. Era impossível separar completamente o repórter do músico. Em muitos momentos, as duas figuras se confundiam. O mesmo espírito inquieto que procurava histórias nas ruas era o que buscava novas canções, novos acordes e novas interpretações para a vida.
Neste domingo, 31 de maio, Jimmy Azevedo nos deixou, vítima de um câncer de pulmão. A doença enfrentava um adversário duro, mas os amigos sabiam que havia outra batalha antiga. Jimmy fumava muito. Como tantos fumantes, conhecia os riscos, ouvia os alertas e as preocupações dos amigos, mas a dependência era mais forte do que qualquer argumento racional.
Entre as muitas mensagens que deixa, duas frases ajudam a compreender quem ele era.
"Meu nome é Jimmy (por causa daquele Jimi). Minha alma é música."
E também:
"O plano é a altitude, mesmo que se caia, por vezes, aqui ou acolá."
Talvez esteja tudo resumido aí.
Jimmy viveu buscando altitude. Nem sempre os caminhos foram simples. Nem sempre as escolhas foram fáceis. Mas nunca lhe faltaram autenticidade, coragem intelectual e paixão pela vida.
Hoje, o jornalismo perde um repórter talentoso. Os amigos perdem um companheiro de conversas inesquecíveis. A música perde um de seus apaixonados.
E nós perdemos Jimmy.
Um repórter rock and roll.
@felipevieirajornalista
11 abril 2026
29 março 2026
Meio Ambiente no especial 15 anos do Sul21 — por Felipe Prestes
Em meio a promessa de ‘corredor verde’ próximo ao Gasômetro, região sofre com
mau cheiro de estação do Dmae Tanto o projeto urbanístico quanto o odor
completam mais de uma década sem resolução
A promessa de um “corredor verde” próximo à Usina do Gasômetro ganhou força
novamente, após assinatura de um protocolo de intenções, em agosto do ano
passado, entre a Prefeitura de Porto Alegre, a Associação Comunitária do Centro
Histórico e a incorporadora ABF Developments, que tem dois empreendimentos sendo
construídos na região. Projetos semelhantes estão previstos desde a revisão do
Plano Diretor, em 2009, quando foi incluída a construção de “corredor parque”,
ligando a orla com as praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita, e um “largo
cultural” na rua General Salustiano. Enquanto o projeto não sai do papel, outro
problema da região também completa vários anos sem ser totalmente resolvido. O
mau cheiro exalado pela Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Ponta da Cadeia
afeta moradores de ruas como Washington Luiz, Duque de Caxias e Demétrio Ribeiro
desde 2014, quando foi feita uma reforma na estação, parte do Programa Integrado
Socioambiental (Pisa). À época, Zero Hora noticiou que as mudanças no saneamento
fizeram com que o esgoto passasse mais tempo retido no local, até ser escoado
para a Zona Sul, o que ocasionava o mau cheiro. O Dmae alegou que um produto
químico estava em falta, mas que o problema logo seria resolvido. Moradores do
entorno contam que, de fato, o mau cheiro arrefeceu, mas nunca passou
completamente, e que, em determinadas épocas, fica mais intenso, como no verão.
Assim como ocorreu em 2014, a vizinhança está organizando um novo
abaixo-assinado cobrando uma atitude a respeito do mau cheiro. “Algum tempo
atrás esse odor era constante e incomodava muito o pessoal da região. Houve uma
movimentação dos vizinhos do Centro e o Dmae resolveu. Mas, de uns tempos para
cá, [o mau cheiro] está constante, o incômodo é generalizado entre os
moradores”, relata Cassiano Carvalho. Morador da Duque de Caxias e síndico de um
prédio na Demétrio Ribeiro, ele conta que em ambos há reclamações sobre o odor
e, por isso, está organizando um documento com assinaturas dos moradores do
entorno. “Às vezes, é mais forte e sinto o cheiro de casa, e, às vezes, só
passando na frente [da estação]”, conta Marília Bravo, que vive na região há
sete anos. “Nos momentos em que está mais forte é como se estivesse dentro do
esgoto”, lamenta. Projeto prevê café ao lado de estação de bombeamento
Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial por escritório de
arquitetura projeta o ‘hortocafé’ ao lado de estação do Dmae Crédito:
Urbideias/Smamus/PMPA
Projeto prevê café ao lado de estação de bombeamento
Em agosto do ano passado, a Prefeitura assinou um
protocolo com a Associação Comunitária do Centro Histórico e a incorporadora ABF
Developments, que está construindo dois prédios na Washington Luiz bem próximos
à EBE Ponta da Cadeia, o Demétrio Premium Lofts View e o Caiz Downtown Sunset. A
Prefeitura anunciou que a parceria previa a implementação de um “boulevard” com
1.400 metros de extensão, ligando o Largo dos Açorianos até a esquina das ruas
General Salustiano e dos Andradas, “transformando o eixo viário da rua
Washington Luís em um corredor urbano ativo, como um parque linear, com calçadas
mais largas, nivelamento da rua em trechos estratégicos, instalação de
mobiliário e iluminação, calçamento permeável, paisagismo e espaços de arte”. A
ABF ficou responsável por contratar e doar o projeto, e por executar o projeto
do Trecho 1 – que vai da esquina das ruas General Salustiano e dos Andradas e
segue até rua General Vasco Alves – por meio de instrumento vinculado à outorga
onerosa do direito de construir. No último dia 5, foi feita audiência pública
online em que o escritório Urbideias, de Curitiba, contratado pela ABF,
apresentou o projeto. O arquiteto André Crestani apresentou um diagnóstico da
região, mostrando as calçadas estreitas, com obstáculos, e a aridez da paisagem
em determinados pontos. O projeto prevê a retirada de vagas de automóveis para
alargar as calçadas para, pelo menos, 1,5 metro. Cogita-se aumentar o número de
vagas em estacionamentos já existentes na região, transformando-os em edifícios
garagem de até três andares. O projeto também define a implantação de 183 novas
árvores, a ampliação de 10 mil m² de canteiros e implantação de 1200 m² de
jardins de chuva. Segundo o arquiteto, isto aumentaria em 1063% a área permeável
da região. O trecho de boulevard, de fato, ocorreria apenas nas imediações da
Escola de Administração da UFRGS, com a construção de um grande canteiro
central. Ao lado da EBE Ponta da Cadeia, o escritório de arquitetura previu a
construção de um “hortocafé”. Para os moradores do entorno, o empreendimento
seria inviável sem uma intervenção que terminasse com o mau cheiro do local. “Eu
acho inviável, sem melhorar aquilo ali, não tem condição de alguém estar ali
sentado ali comendo, conversando, curtindo um momento ali, sentindo aquele
fedor. Não tem a menor condição”, avalia Marília Bravo. Para Cassiano Carvalho,
o projeto como um todo precisará contar com a colaboração do Dmae. “Se vier a se
tornar realidade esse boulevard, o Dmae vai ter que se condicionar a uma outra
situação, porque eles não vão ter como se manter com esse odor e essa
característica de funcionamento deles”, afirma. Na audiência pública, o
escritório Urbideias não apresentou a questão do mau cheiro em seu diagnóstico
da região, tampouco soluções para o problema. Procurados pela reportagem, Dmae,
Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) e
ABF Developments não se manifestaram.
Prefeitura deve à população projetos semelhantes há 17 anos
Na revisão do Plano Diretor, em 2009, dois projetos muito semelhantes aos agora
propostos pela Prefeitura e ABF Developments foram aprovados. O Corredor Parque
Gasômetro prevê a ligação das praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita com a
orla, com o entrincheiramento da avenida João Goulart. O Largo Cultural do
Gasômetro, por sua vez, visa criar um palco a céu aberto na rua General
Salustiano, onde existem espaços culturais consagrados da capital, como o Boteco
do Paulista. “Prevê que na rua General Salustiano, em duas quadras, a gente
aumentasse as calçadas, enterrasse os fios, e fossem restauradas fachadas”,
conta Jacqueline Sanchotene, coordenadora do Movimento Viva Gasômetro, entidade
que, por intermédio do então vereador Engenheiro Comassetto (PT), conseguiu a
aprovação das emendas. Em 2014, uma lei complementar instituiu o Corredor Parque
do Gasômetro previso pelo Plano Diretor. Ainda assim, o projeto não avançou.
Apesar dos 17 anos de espera, Sanchotene diz ter expectativas com o “corredor
verde”. “A gente tem esperança, se não, não estaria lutando. Que bom que a ABF
quer fazer coisas aqui”, afirma. Ela ressalta que, de alguma forma, o parque já
está vivo. “É o nosso gravame do parque que está evitando que sejam retirados
vegetais ou que sejam construídos estacionamentos”, exemplifica. Após a
audiência pública, ficou aberto um período para contribuições da população ao
projeto. Jacqueline Sanchotene enviou sugestões no sentido de valorizar a
história da região, contemplando no projeto, por exemplo, a antiga usina de gás,
fundada em 1874, que fica na rua Washington Luiz e é tombada pelo patrimônio
estadual. “É a verdadeira usina do gasômetro, pois a que chamamos de gasômetro
era a carvão”, conta. “Quando a ABF se interessa pela região, temos que
aproveitar esse canhão que eles têm aqui – porque parece que eles têm muito
dinheiro – apontando questões como a parte histórica. Grande parte dos prédios
históricos da cidade está no Centro. Não tem como repetir isso em outro local.
Acho que a gente consegue fazer uma boa parceria, se despir de vaidade, e
negociar o que for melhor para a comunidade”, completa. A coordenadora do
Movimento Viva Gasômetro concorda que a questão do mau cheiro é um problema que
precisa ser resolvido para o bom funcionamento do “corredor verde”, e conta já
ter debatido o tema com a Prefeitura, ainda na gestão de José Fortunati. “A
gente bateu muito nisso e se dizia que era uma questão de filtros. Acredito que
não seja difícil de resolver, mas a questão existe sim. Tem dias que o cheiro na
minha casa está insuportável”, relata Sanchotene, que mora a cerca de duas
quadras da estação de bombeamento.
18 março 2026
SMAMUS - Respeitoso Retorno Sugestões ao "Corredor Verde das ruas Washington Luiz e General Salustiano"
Prezadas, prezados,
Hoje no início da tarde recebemos respeitosa mensagem da SMAMUS encaminhada pelo Eng. Guilherme Miranda de Souza que é Coordenador da Comissão Técnica de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo - CTAAPS / DEL / SMAMUS e Chefe da Unidade de Gestão do Desenvolvimento Urbano – UGDU / DPU / SMAMUS Secretaria Municipal do Meio Ambiente Urbanismo e Sustentabilidade Prefeitura de Porto Alegre.
Fizemos questão de publicizar o respeitoso retorno.
"Nome: Jacqueline Sanchotene
Contato: viva.gasometro@gmail. com
Profissão: -
Observação: Encaminhado por e-mail
Manifestação/questionamento:
Prezada Sra. Jacqueline Sanchotene,
Agradecemos a contribuição encaminhada pelo Movimento Viva Gasômetro no âmbito da Audiência Pública SMAMUS nº 003/2026, referente ao processo nº 26.0.000006288-9, que trata da proposta do Corredor Verde das ruas Washington Luiz e General Salustiano.
Registramos nosso reconhecimento ao trabalho histórico desenvolvido pelo movimento em prol da qualificação do centro da cidade e, em especial, da região do Gasômetro. As sugestões apresentadas são muito relevantes e dialogam com os objetivos do projeto em desenvolvimento.
Informamos que os pontos trazidos em sua manifestação encontram-se contemplados na proposta em elaboração. A valorização do patrimônio histórico da região constitui um dos eixos estruturantes do projeto. Nesse sentido, está sendo realizado um diagnóstico abrangente que busca reconhecer a história do local e orientar ações que contribuam para sua preservação e valorização.
Com relação à vegetação existente, esclarecemos que será preservada toda aquela que estiver adequada às condições do local. Apenas exemplares classificados como espécies exóticas invasoras poderão ser removidos, sendo substituídos por vegetação nativa, conforme avaliação técnica da Coordenação de Arborização Urbana da SMAMUS e em consonância com o Plano Municipal de Arborização.
No que se refere ao tratamento paisagístico da Praça Júlio Mesquita, está prevista uma atenção especial a esse espaço, considerando sua relevância histórica e urbana para a região e para a cidade. O projeto paisagístico específico da praça será analisado e aprovado em etapa subsequente, junto à equipe técnica responsável pelos projetos de praças da SMAMUS, que emitiu as diretrizes necessárias para o detalhamento e desenvolvimento do projeto.
Quanto à questão da fiação aérea, informamos que estão sendo realizados estudos técnicos junto a CEEE Equatorial e operadoras de rede lógica para viabilizar, sempre que possível, o enterramento das redes. Nos casos em que essa solução não se mostrar viável, serão buscadas alternativas que qualifiquem o aspecto paisagístico da via e permitam a adequada arborização, garantindo o cumprimento do objetivo principal da proposta, que é a criação de um corredor verde.
Reiteramos nosso agradecimento pelas contribuições apresentadas e pela disposição em colaborar com o aprimoramento das intervenções previstas para a região.
Qualquer dúvida estou à disposição.
Atenciosamente,
Eng. Guilherme Miranda de Souza
Coordenador da Comissão Técnica de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo - CTAAPS / DEL / SMAMUS
Chefe da Unidade de Gestão do Desenvolvimento Urbano – UGDU / DPU / SMAMUS
Secretaria Municipal do Meio Ambiente Urbanismo e Sustentabilidade (SMAMUS)
Prefeitura de Porto Alegre
| +55 51 3289-7438"
16 março 2026
Na ativa!
Pessoal!
Embora silenciosos continuamos nossa luta por uma cidade com mais cultura e mais verde. No último dia 5 de março participamos, de forma online, da Audiência Pública do "Corredor Verde da Washington Luiz". Em nossa fala na Audiência Pública salientamos a importância do Patrimônio Histórico para a região, sugerimos que sejam colocados elementos históricos que remetam a História da Usina, que hoje conhecemos como sendo a Usina do Gasômetro, e também elementos históricos que remetem ao antigo Cadeião, que ficava localizado ao lado da Usina e que foi demolido. Ainda sobre nossa participação na Audiência Pública enviamos por email as sugestões* ao Secretário da SMAMUS Germano Bremm, que informou ter recebido. A seguir a esta mensagem reproduzimos nossas sugestões.
Anteriormente, o dia 28 de janeiro, participamos da Audiência Pública sobre o projeto da Operação Urbana Consorciada da "Nova Ipiranga"**, na parte da tarde de forma presencial.
Temos sido procurados por diversos órgãos de imprensa em função dos projetos acima mencionados e também da Revisão do Plano Diretor hora em curso. Temos atendido a todos com a devida atenção.
Por enquanto é isso!
Abraços em todas e todos!
Coordenação Movimento Viva Gasômetro
*Obs.:
Porto Alegre, 5 de março de 2026
A
Secretaria Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade/SMAMUS
Sr. Germano Bremm
Secretario
Prezado Senhor,
Nosso Movimento, o Viva Gasômetro*, luta por melhorias em toda cidade, com especialmente atenção ao centro e com mais vigor no Gasômetro desde dezembro de 2006, como poderá ser conferido no blog informado no final desta mensagem.
A seguir enviamos nossas sugestões quanto a Audiência Pública SMAMUS 003/2026 Processo 26.0.000006288-9 que tratará do “Corredor Verde” da Rua Washington Luiz/General Salustiano que será debatido -de forma virtual- na tarde de hoje.
-Ressaltar o aspecto histórico -pois foi nessa região que nasceu nossa cidade- através de ações tais como:
.Reativação do Bonde Histórico** Sugestão de trajeto feito a partir de estudo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre,
.Colocação de elementos históricos que remetam ao passado da Praça Júlio Mesquita, ou seja, que nossa praça já fez parte da Usina do Gasômetro e da antiga cadeia’
.Colocação de elementos ou elemento histórico junto a “Usina de Gás Carbonado”(tombada pelo Conselho Estadual) a verdadeira Usina do Gasômetro, localizada ao lado da Escola Porto Alegre/EPA e frente a Câmara Municipal,
.Enterramento dos fios e cabos de eletricidade, telefonia e demais,
-Paisagismo
.Não supressão de vegetais,
.Recolocação de grama na Praça Júlio Mesquita tendo como base o projeto executado e inaugurado em 29 de dezembro de 2026;
-Construções
.Não construção de qualquer nova edificação sobre a Praça Júlio Mesquita;
Vemos com simpatia melhorias no Gasômetro, especialmente o “Corredor Verde” da Rua Washington Luiz/General Salustiano, pois vemos nele a realização de um antigo pleito de nosso movimento o "Largo Cultural do Gasômetro"*** está Plano Diretor no Artigo 154.
Nós do Viva Gasômetro acreditamos que executar esta conquista melhorará em muito o nosso entorno.
Queremos lembrar ainda que o projeto do “Corredor Verde das Ruas Washington Luiz e General Salustiano se confunde também com o "Corredor Parque Gasômetro" que está Plano Diretor no Artigo 154 XXI****questão judicializada e que segue no anexo 4.
Essas são nossas sugestões, estamos a postos para conversar e -dentro de nossas modestas possibilidades- auxiliar no que for preciso.
Atenciosamente
Jacqueline Sanchotene
Coordenadora
*Obs.:
http://vivagasometro.blogspot.com
**Obs.:
Bonde Histórico com trajeto tendo saída do antigo Abrigo de Bondes, ao lado do Largo Glênio Peres, seguindo pela rua Sete de Setembro com retorno ao ponto de partida pela avenida Duque de Caxias e rua Vigário José Inácio. Entre as três opções de veículos para a operação, a escolha foi pela restauração de dois bondes originais, de propriedade da prefeitura, com modernização do sistema de alimentação dos veículos utilizando motores a bateria, de baixo consumo de energia e menor custo que o sistema tradicional, que utiliza cabo aéreo. Os dois bondes para a operação do roteiro são o 123, que está na Carris, e o 113, abrigado no Museu João José Felizardo.
Estudo de viabilidade indica melhor opção para Bonde Histórico 14/12/2012 16:48:41 Apresentado em audiência pública nesta sexta-feira, 14, na Câmara de Vereadores, pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), o estudo de viabilidade para implantação do Bonde Histórico em Porto Alegre indicou, entre as opções avaliadas, um percurso de 3,8 quilômetros para a linha turística, com paradas ao longo do percurso e seis viagens diárias por veículo, de terças a domingos. Trajeto - Realizado pelo consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria Ltda e a Água & Solo Estudos e Projetos, vencedor da licitação feita pela SMTUR no valor de R$ 308.693,00, o estudo de viabilidade técnica e socioeconômica analisou dois trajetos para a linha do bonde. Um deles foi o apresentado no próprio edital de licitação como proposta preliminar, que tinha como eixos principais as ruas Sete de Setembro e Andradas, num total de 3,2 quilômetros. O percurso que tem como eixos a rua Sete de Setembro e a avenida Duque de Caxias, escolhido como o mais indicado, não só contempla os atrativos do primeiro como amplia o número de locais de interesse turístico, além de produzir menor intervenção da recém-revitalizada Praça da Alfândega. De 20 atrativos do Centro Histórico, o roteiro que inclui a região da Praça da Matriz contempla 19, enquanto o outro roteiro passaria por 12 deles. O roteiro também resgata um aspecto da cidade antiga, que é a divisão da parte alta e baixa de seu núcleo original. O trajeto apontado pelo estudo foi indicado como preferido por turistas e moradores da Capital em pesquisa realizada pelo consócio responsável pelo estudo. Realizada entre 28 de outubro e 2 de dezembro por meio de entrevistas no Centro Histórico, Brique da Redenção, Parcão, passageiros do Linha Turismo e frequentadores da Feira do Livro, a pesquisa constatou que o trajeto que inclui a Duque de Caxias com seus atrativos culturais, históricos, arquitetônicos e turísticos foi o preferido por 73% dos entrevistados. A opção pelos bondes originais modernizados teve aprovação de mais de 96% das pessoas ouvidas na pesquisa. O roteiro e a escolha dos veículos foram também aprovados por todas as áreas técnicas da prefeitura que acompanham o projeto do Bonde Histórico. Previamente consultados, IPHAN, IPHAE e Projeto Monumenta também indicaram o projeto. Modais - O estudo de viabilidade, iniciado em julho deste ano, ainda avaliou o impacto ambiental do projeto, as possíveis alterações de trânsito bem como a integração da linha do Bonde Histórico com as demais iniciativas de revitalização do Centro Histórico e com os outros modais turísticos existentes, como o city tour Linha Turismo, que tem pontos de parada no Centro Histórico, e os passeios de barco no Guaíba que parte do Cais Mauá e Cais da Usina do Gasômetro. O consórcio buscou referências em cidades como Santos (SP), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ) e Lisboa (Portugal), que contam com linhas de bonde de uso exclusivamente turístico ou combinado como transporte urbano. Para Porto Alegre, a proposta é de transporte unicamente turístico para o Bonde Histórico. A tarifa sugerida pelo estudo de viabilidade para os passeios de bonde é de R$ 20 para uma ocupação de 33% dos 32 assentos mais os espaços reservados para cadeirantes e pessoas obesas. O grupo de trabalho que acompanhou o projeto é integrado pelas secretarias.
***Obs:
"Largo Cultural do Gasômetro" está no Plano Diretor no Artigo 154 que diz o seguinte: XIII – 12 (doze) meses, contados da data de vigência desta Lei Complementar, para a instituição do Largo Cultural, nos termos dos §§ 1º e 2º deste artigo, mediante lei específica; Esta lei complementar não foi criada,
****Obs.:
1º) "Corredor Parque Gasômetro" está no Plano Diretor no Artigo 154 XXI (disposições transitórias)
Breve Histórico da criação do "Corredor Parque Gasômetro". Em 2007 iniciaram as tratativas para a reformulação do Plano Diretor, tratativas as quais o Viva Gasômetro participou ativamente. Tivemos nesta ocasião a parceria inestimável do Vereador Carlos Comasseto, vereador que nos apontou o caminho do gravame para dois pleitos do nosso movimento, para o Parque do Gasômetro(baseado em um estudo da Região de Planejamento 1 da Secretaria Municipal de Planejamento) e para o Largo Cultural do Gasômetro (sugestão baseada em pleito dos moradores do local) .
Em novembro de 2009 os vereadores de Porto Alegre votam a reformulação do Plano Diretor de Porto Alegre aprovam por unanimidade a emenda proposta pelo Ver. Comassetto em nome do Viva Gasômetro que cria um parque no Gasômetro;
Em 22/07/2010 o Prefeito Municipal José Fortunati sanciona a emenda que cria o "Corredor Parque Gasômetro";
A questão “Corredor Parque Gasômetro” foi judicializada em fevereiro de 2013 quando do corte e retirada de diversas árvores da Praça Júlio Mesquita para a duplicação da Avenida João Goulart, ação que não levava em conta a nossa conquista na reformulação do Plano Diretor. De lá, até cerca de 4 anos atrás, foram inúmeros encontros no Ministério Público e no judiciário. No Ministério Público a Promotora Ana Maria Marchesan foi o nome mais ativo. No judiciário, os últimos encontros foram com a Juíza Zanella no fórum da Tristeza e posteriormente com a juíza Márcia Papaléo no Forum da Borges de Medeiros (com perimetral). Nessas duas últimas ocasiões foi sacramentado o acordo do formato do “Corredor Parque Gasômetro”
Fazem parte da área conquistada para o “Corredor Parque Gasômetro” as Praças Júlio Mesquita e Brigadeiro Sampaio. Na praça Júlio Mesquita está localizada a antiga Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado, frente a Câmara Municipal, (fundada em 1874, foi a primeira usina a fornecer gás para iluminação pública e abastecimento de fogões) hoje está em ruínas foi tombada pelo IPHAE, ela poderá ter uso cultural tal como Museu de Etnias, ou Museu de Antropologia do RS e outros. Na área do Parque também se encontra também a estrutura do Aeromóvel que poderá ser convertida em um parque aéreo "tipo" High Line, o jardim suspenso de Nova York http://www.viajenaviagem.com/2012/06/high-line-nova-york.
Ainda quanto a efetiva criação do “Corredor Parque Gasômetro” temos a Praça Brigadeiro Sampaio que é um sítio histórico e conta em sua área com importante Museu da cidade o Museu do Trabalho, esta praça hoje necessita urgente reurbanização.
Em 30/04/2014 É aprovado por unanimidade na Câmara Municipal área (especificada) para o "Corredor Parque do Gasômetro".Em 2/05/2014 O Prefeito Municipal José Fortunati sanciona a emenda que determina área conquistada do "Corredor Parque do Gasômetro"; O "Corredor Parque Gasômetro" já está no Plano Diretor da Cidade, nossa luta agora é para que ele seja efetivamente criado. Na prática a execução do "Corredor Parque Gasômetro" já iniciou, pois o projeto "Orla" reformulou a Praça Júlio Mesquita. Quando iniciamos a luta pelo nosso Parque pensávamos em um aterramento da via, frente a Usina na Av. João Goulart, e também em seu em entorno, criando assim uma interlocução da Orla com o centro formando uma grande esplanada, ide. ia esta não esquecida por nós.
**Obs.:
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